Cadeirinha de bebê: legislação e dicas para a escolha

A cadeirinha de bebê é um item essencial para quem tem criança e precisa levar ela no carro, e para garantir a segurança dos pequenos existem leis e algumas dicas importantes para escolher esse item tão importante.

Entrou em vigência desde de abril do ano passado, a Resolução 819/2021 do CONTRAN ( Conselho Nacional de Trânsito) define que o uso de dispositivos de retenção infantil é obrigatório para todas as crianças menores de 10 anos e que não tenha atingido a altura de 1,45 m. 

Sendo este o único jeito correto de proteger as crianças em casa de acidente, o uso desse dispositivo também evita que o condutor cometa uma infração grave. qual a multa é de R$293,47, com baixa de 7 pontos na CNH e a retenção do carro.

Imagem: Pixabay

Tipos de assento

Existem três tipos de assentos de retenção infantil exigidos pela legislação brasileira.

Vale ressaltar  que, além dos modelos existentes e desenhados para servir apenas uma categoria, existem modelos que têm a flexibilidade de ser utilizado para atender as múltiplas fases do desenvolvimento da criança até a fase em que o dispositivo vai se fazer desnecessário.

Os critérios a ser levado em consideração na compra de uma cadeirinha de bebê (cadeira de retenção infantil) além do modelo é importante avaliar os padrões de compatibilidade e os padrões de instalação presentes no seu veículo. Lembrando que é de grande importância buscar um dispositivo de boa qualidade, tendo em vista a certificação do Inmetro.

Bebê conforto ou conversível

Pousando de costas para o sentido de movimentação do carro. Designado para crianças de 13 kgs e até 1 ano de idade.

Cadeirinha

Programada para crianças com idades entre 1 a 4 anos ou peso entre 9 a 18 quilos. É a mais comum pois atende boa parte das faixas etárias da infância, garantindo a segurança dos pequenos

Assento de elevação

Esse modelo é designado para crianças com idade superior a 4 anos e inferior ou igual a 7 anos e meio; ou até 15kg a 36 kg com a altura até 1,45m.

Isofix e Latch

A fixação Isofix está presente de forma obrigatória em todos os veículos de passeio produzidos no Brasil desde janeiro do ano passado. 

Trata-se de um conjunto de fixação padronizado, que prende e encaixa o dispositivo de retenção por meio de pontos fixos posicionados na parte inferior do assento traseiro e de forma direta ligada a carroceria do veículo.

Assim facilitando a instalação da cadeirinha, e também esse tipo de fixação não obriga o uso do cinto de segurança. Assim evitando possíveis erros de instalação que podem complicar a proteção oferecida pelo dispositivo de retenção em caso de  acidentes.

Já padronizado no Estados Unidos existem as cadeirinhas com a fixação latch, que faz uso de tirantes flexíveis para prender o assento aos ganchos do Isofix e ao top-tether, sendo ele um terceiro ponto de fixação posicionado nas costas do encosto do banco. valendo o destaque da legislação de trânsito, que permite o uso de dispositivos convencionais com outros tipos de  fixação deixando aberto a essa combinação.

Regras

As regras ainda continuam, crianças de 1,45 até os 10 anos são obrigadas a viajar no banco traseiro. A partir dessa idade e tamanho limite a criança já pode viajar de forma convencional utilizando o cinto de segurança do carro e no banco dianteiro, sem o uso de dispositivos especiais.

Aberta a exceção, a legislação libera que crianças de até 10 anos possam viajar no assento dianteiro. Porém apenas em alguns veículos com capacidade para até 3 passageiros(como as picapes de cabine simples) ou nos casos em qual a quantidade de crianças  excede a lotação do banco traseiro, porém ainda é vetado o uso do bebe conforto no banco dianteiro.

A resolução permite que com o uso do cinto subabdominal na posição central, crianças com a idade superior a  4 anos e inferior a 7 anos possam viajar sem o uso do assento no banco traseiro.

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Edson

Iniciando o primeiro período na faculdade de cinema e redator. Trabalhando com a escrita desde 2018, sempre encarei os meus textos com grande responsabilidade, e escrever sobre finanças e economia não vai ser diferente. Descomplicar esses temas para o público geral com certeza é o meu maior desafio, e espero que vocês me acompanhem nessa.

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