Carro automático: como dirigi-lo e como aumentar sua vida útil

Carros automáticos vem se tornando uma tendência, mas nem todo mundo domina a direção desse tipo de veículo (ainda).

Apesar de não ser uma invenção recente, o câmbio automático por muitos anos foi um artigo luxuoso no mercado de automóveis do Brasil. A chance de dirigir um carro praticamente sem trocar as marchas só veio se popularizar no país depois dos anos 2000.

Para falar a verdade, quando comentamos sobre o câmbio automático, estamos falando em mais de um sistema. As transmissões mais conhecidas são as bem convencionais e as CVT.

Independente de qual seja a escolha técnica feita pela montadora do carro, dirigir carros automáticos exige certas mudanças de hábitos. Portanto, confira nos próximos tópicos algumas dicas e informações sobre como conseguir dirigir um carro automático com segurança.

Imagem: Pixabay

Sopa de letrinhas 

A adaptação ocorre antes mesmo de se dar a partida. Nos carros automáticos, é necessário estar com um pé no freio para que o motor do veículo comece a funcionar normalmente. Ah, e tome cuidado com o seu pé esquerdo.

Deixe esse pé no descanso criando para ele, evitando assim que você tente acionar a embreagem que não existe e acaba pisando acidentalmente no freio do carro. Isso parece besteria, mas em um momento de distração pode muito bem acontecer, provocando alguns acidentes.

O “D” quer dizer posição “Drive”. Esse comando possui as mesmas funções das marchas “para frente” dos câmbios manuais e é com essa posição que o motorista consegue deixar o seletor das marchas na maior parte do tempo. Já a “R” é como a marcha à ré dos câmbios convencionais.

Já o comando “P” quer dizer “Park”, no português “estacionar”. Precisa ser usada sempre que você for parar o veículo. É nessa posição que o câmbio libera uma trava, responsável por evitar a movimentação do carro.

Por uma questão de segurança de quem ocupa o carro, boa parte desses modelos atuais condicionam a colocação do seletor em “P” para poder liberar a abertura das portas.

Ponto morto

O ponto morto do câmbio automático é representado na letra “N”. Porém, diferente de um carro com a transmissão manual, essa posição não pode ser usada ao estacionar.

O “N” serve para ser usado nas situações onde é necessário movimentar o carro com o seu motor desligado, como para se fazer alguma manutenção do veículo. 

Mesmo que alguns modelos de câmbio engatem no automático a posição “N” nas paradas curtas ou em velocidades constantes nas estradas para reduzir o consumo de combustível, essa manobra não é indicada em casos que não possuem essas funções automatizadas.

Nível profissional

Apenas seguindo as dicas já citadas será possível fazer um bom uso de seu carro automático, sem envergonhar ou passar perrengue no trânsito. Porém, os câmbios automáticos geralmente trazem outros recursos que otimizam a condução desse veículo, contribuindo para a redução do consumo ou permitindo extrair um excelente desempenho do motor do carro.

Além das letras citadas no último tópico, alguns câmbio também contam com algumas marchas adicionais, identificadas por alguns números como “3”, “2” e “1”, por exemplo. Ao selecionar as posições, a transmissão não vai além das marchas mais curtas.

O seu uso acaba sendo mais importante nas situações onde é necessário colocar o freio-motor ou transpor um alagamento, por exemplo.  Existem alguns casos onde essas marchas baixas são unificadas e representadas pela letra “L”, mas a sua aplicação continua sendo a mesma.

Existe também a função “S”, que é ativada pelo botão separado ou pelo setor. Neste modo, o câmbio pode adotar a programação mais esportiva, realizando trocas em rotações mais altas para poder privilegiar o seu desempenho.

Tem alguns que também trazem o modo neve, que é identificado pelo sinal de algum floco de neve que esteja perto do seletor. Embora pareça ser algo dispensável em um país como o Brasil, é mais útil do que parece em algumas situações adversas.

Isso ocorre porque ele muda a programação desse câmbio para diminuir todas as chances de patinamento, com o veículo saindo de sua imobilidade já na segunda marcha. Essa situação pode ser útil para tirar um veículo de algum atolamento, por exemplo.

De olho no manual

Mesmo seguindo as dicas dos tópicos acima, o essencial mesmo é consultar sempre o manual do carro. Só dessa forma você consegue conhecer perfeitamente as funções que estão disponíveis e todas as particularidades do câmbio automático, que como já foi mostrado acima pode mudar de um modelo para outro.

No manual também vai estar descrita toda a rotina da manutenção para o tipo de transmissão do carro. Diferente das caixas manuais, que quase nunca exigem a troca de fluído, o óleo dos câmbios automáticos precisam ser substituídos de forma periódica para garantir um bom funcionamento e acabar evitando danos que exijam a troca ou alguma manutenção mais difícil.

O prazo pode variar de acordo com a montadora e otipo de câmbio usado, além do tipo de uso que é realizado com o carro. Assim como nos casos do óleo de um motor, é essencial seguir todas as especificações da fabricante e não trocar o fluído bom por um que seja de qualidade inferior.

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Edson

Iniciando o primeiro período na faculdade de cinema e redator. Trabalhando com a escrita desde 2018, sempre encarei os meus textos com grande responsabilidade, e escrever sobre finanças e economia não vai ser diferente. Descomplicar esses temas para o público geral com certeza é o meu maior desafio, e espero que vocês me acompanhem nessa.

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